Crowdfunding: outro caminho para o investimento

Crowdfunding pode ser traduzido de forma literal como financiamento coletivo. Por meio deste, um grupo de investidores com propósito comum se une para investir em projetos e empresas de seu interesse (podem ser pessoas jurídicas ou físicas). 

 

Apesar de já ser uma modalidade muito utilizada no exterior, o modelo tem recebido maior reconhecimento em território nacional, especialmente por conta do aumento do uso das redes sociais, à medida em que as campanhas para esse tipo de investimento são realizadas online.

 

Atualmente, existem projetos de lei para regulamentação. Enquanto esse projeto está em fase de processo legislativo, a principal norma vigente é a Instrução nº 588 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que detalha várias obrigações e direitos que devem ser seguidos, e principalmente afirma que é uma modalidade de investimento lícita e válida.

 

Essa instrução reconhece o crowdfunding e o detalha como sendo a captação de recursos por meio de oferta pública de distribuição de valores mobiliários dispensada de registro, realizada por emissores considerados sociedades empresárias de pequeno porte e distribuída exclusivamente por meio de plataforma eletrônica de investimento participativo, sendo os destinatários da oferta uma pluralidade de investidores que fornecem financiamento. 

 

Na prática, uma variedade de pessoas ou empresas se unem para captar valores para financiar seus projetos em plataformas online. Para ter acesso a essa plataforma, é necessário realizar um cadastro online da CVM

 

As plataformas, normalmente, apresentam-se em dois grupos: aquelas voltadas a Startups e as demais a outros projetos específicos. Para estas, as mais utilizadas são Kria, SMU, CapTable e EqSeed. Já para as demais empresas, temos Bloxs, Hurst, Urbe e Glebba. A escolha das plataformas dependerá do perfil de cada investidor. As mais utilizadas são Kickstarter, a Catarse, a Kickante e a StartMeUp. Existem alguns tipos de campanhas aplicáveis a esse tipo de investimento:

 

  1. Doação: são as campanhas sem recompensa, em que os contribuintes literalmente doam valores sem esperar um retorno. Normalmente são realizadas por instituições de caridade. 
  2. Recompensa: essa modalidade é uma das mais comuns, a qual oferece uma recompensa a quem contribuir.
  3. Equity Crowdfunding: nessa modalidade, há o investimento em troca de participação societária.  Na qual o investidor aporta recursos e efetivamente subscreve ações da empresa (se torna sócio) ou adquire um título conversível de dívida, que futuramente poderá ser convertido em Equity (ações). 
  4. Debt Crowdfunding: nessa campanha, o dinheiro investido é devolvido depois de um determinado período, com juros. Funciona quase como um empréstimo. 

Esse tipo de investimento pode ser uma excelente alternativa para tirar a Startup do papel, por exemplo, e lhe dar os primeiros passos para que comece a obter lucro. Além de criar uma grande comunidade e rede de apoio em volta do negócio. Como todos os processos de investimento, recomenda-se o acompanhamento de um profissional especializado que será capaz de instruir a respeito das melhores medidas a serem tomadas para que ambas as partes envolvidas firmem uma relação justa e satisfatória.